Apenas 6% da Geração Z quer ocupar cargos de liderança, e isso está mudando as empresas

Durante décadas, crescer profissionalmente significava subir cargos hierárquicos e, eventualmente, assumir uma posição de liderança.

Mas a Geração Z parece enxergar o sucesso de forma diferente.

Segundo uma pesquisa global da Deloitte, apenas 6% dos profissionais da Geração Z afirmam ter como principal ambição ocupar cargos de liderança.

O dado vem chamando atenção de empresas, lideranças e áreas de RH porque revela uma transformação importante no mercado de trabalho:
as novas gerações não estão necessariamente rejeitando crescimento profissional, elas estão rejeitando modelos antigos de liderança.

O que mudou na visão sobre liderança?

A relação da Geração Z com o trabalho é diferente das gerações anteriores.

Em vez de associar sucesso apenas a:

  • cargos altos
  • status corporativo
  • jornadas extensas
  • poder hierárquico

muitos jovens passaram a priorizar:

  • qualidade de vida
  • propósito
  • flexibilidade
  • saúde mental
  • autonomia profissional

Segundo análises sobre comportamento geracional, a liderança tradicional passou a ser associada, muitas vezes, a sobrecarga, pressão constante e desequilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Ou seja, o problema não está necessariamente na liderança em si, mas na forma como ela foi construída ao longo do tempo.

A Geração Z não quer liderar ou não quer repetir modelos antigos?

Essa talvez seja a principal pergunta.

Embora o dado dos 6% tenha repercutido fortemente, outras pesquisas mostram um cenário mais complexo.

Um estudo do Instituto da Oportunidade Social revelou que 64% dos jovens da Geração Z desejam ocupar posições de liderança no futuro.

A diferença está no tipo de liderança que eles esperam construir.

A nova geração tende a rejeitar:

  • lideranças autoritárias
  • excesso de controle
  • microgerenciamento
  • cultura de burnout
  • hierarquias rígidas

Em contrapartida, valorizam:

  • lideranças colaborativas
  • relações mais humanas
  • flexibilidade
  • transparência
  • equilíbrio emocional

Isso significa que o modelo tradicional de “chefe” perdeu força.

O conceito de “conscious unbossing”

Nos últimos anos, um termo começou a ganhar espaço nas discussões sobre carreira:
conscious unbossing.

O conceito descreve profissionais que preferem crescer tecnicamente sem assumir cargos formais de gestão.

Segundo análises sobre o tema, muitos jovens enxergam cargos de liderança como posições de alta cobrança e baixa autonomia.

Além disso, a Geração Z cresceu observando:

  • líderes sobrecarregados
  • altos níveis de estresse
  • dificuldade de equilíbrio pessoal
  • cultura de disponibilidade constante

Como consequência, muitos passaram a questionar se o modelo atual de liderança realmente vale a pena.

A liderança está deixando de ser símbolo de sucesso?

Talvez não.

O que parece estar acontecendo é uma redefinição do que significa sucesso profissional.

Hoje, muitos profissionais da Geração Z valorizam:

  • desenvolvimento contínuo
  • liberdade
  • experiências significativas
  • impacto no trabalho
  • bem-estar

Em vez de enxergar liderança como destino obrigatório, eles passaram a enxergá-la como uma escolha — e não como único caminho possível.

Isso muda completamente a dinâmica corporativa.

O impacto disso nas empresas

A mudança de comportamento da Geração Z já começa a impactar organizações de diferentes setores.

Empresas enfrentam desafios como:

  • dificuldade de formação de novas lideranças
  • aumento da rotatividade
  • desalinhamento entre gerações
  • revisão de cultura organizacional

Além disso, muitas organizações ainda operam com modelos construídos para gerações anteriores.

Segundo pesquisas recentes, apenas 10% das empresas possuem profissionais da Geração Z ocupando posições de liderança.

Isso mostra que ainda existe uma distância significativa entre empresas e jovens profissionais.

O que empresas precisam fazer agora

A tendência não é o fim da liderança.

O que está acontecendo é uma transformação na forma como ela é percebida.

Empresas que desejam atrair e desenvolver novos líderes precisarão investir em:

  • cultura organizacional saudável
  • desenvolvimento humano
  • flexibilidade
  • autonomia
  • inteligência emocional
  • liderança mais colaborativa

Além disso, líderes precisarão atuar menos como controladores e mais como facilitadores de performance.

A liderança do futuro será diferente

A Geração Z está ajudando a acelerar mudanças que já vinham acontecendo no mercado.

O futuro tende a trazer lideranças:

  • mais horizontais
  • mais humanas
  • menos centralizadoras
  • mais orientadas a propósito
  • mais conectadas ao bem-estar

Isso não significa menor ambição.

Significa apenas que as novas gerações passaram a redefinir o que consideram sucesso profissional.

 

O dado de que apenas 6% da Geração Z deseja ocupar cargos de liderança acende um alerta importante para empresas.

Mais do que falta de interesse, esse movimento mostra uma rejeição aos modelos tradicionais de gestão.

A nova geração não quer apenas crescer.
Ela quer crescer sem abrir mão de:

  • saúde mental
  • propósito
  • equilíbrio
  • autonomia

E empresas que compreenderem essa mudança terão mais facilidade para formar as lideranças do futuro.

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A importância de evitar o piloto automático nas equipes

Com o passar do tempo, é natural que equipes que já trabalham juntas há anos entrem em uma rotina que parece confortável, mas que, na prática, pode esconder um grande risco: a equipe no piloto automático.
Quando isso acontece, os processos continuam funcionando, as metas são cumpridas por pouco e o engajamento dá lugar à inércia. O time faz o que precisa, mas já não busca fazer melhor.

Sinais de que sua equipe entrou no piloto automático

Antes de corrigir, é preciso perceber. E os sinais são claros:

  • Poucas ideias novas nas reuniões

  • Conformismo com o “jeito que sempre foi feito”

  • Queda sutil de performance, mesmo sem mudanças externas

  • Comunicação mais fria e distanciada entre colegas e gestores

  • Ausência de brilho nos olhos, aquele entusiasmo que diferencia quem faz por vontade de quem faz por obrigação

Esses sinais não aparecem de um dia para o outro. São sintomas de falta de propósito, rotina repetitiva e pouca valorização. É aí que entra o papel do líder.

O papel da liderança para reacender o propósito

Liderar não é apenas cobrar resultados, é manter o time emocionalmente engajado com o “porquê” do trabalho.
Quando a equipe esquece o impacto do que faz, a energia cai. Cabe à liderança reconectar todos à missão da empresa, mostrando como cada entrega gera valor real para clientes e para o negócio.

Reuniões de alinhamento, conversas individuais e reconhecimento público são ferramentas simples, mas poderosas. A mensagem precisa ser constante: “O que você faz importa.”

3 estratégias práticas para evitar o piloto automático

  1. Rotacione responsabilidades e desafie o time
    Permitir que colaboradores assumam novos papéis ou liderem pequenos projetos traz senso de dono e estimula o aprendizado.

  2. Dê feedbacks que provoquem reflexão, não apenas correção
    Um bom feedback desperta autocrítica, reforça pontos fortes e motiva evolução contínua.

  3. Celebre conquistas e reconheça esforços visíveis
    O reconhecimento frequente reforça comportamentos positivos e evita que o trabalho se torne mecânico.

Motivação é processo, não evento

Motivar não é fazer uma palestra ou uma confraternização. É criar uma cultura em que as pessoas se sintam desafiadas, valorizadas e em evolução constante.
Equipes entram no piloto automático quando o ambiente deixa de oferecer estímulo. Líderes atentos são aqueles que percebem cedo e ajustam o rumo antes que a apatia se instale.

Conclusão

Uma equipe no piloto automático pode até manter o ritmo, mas não cria o futuro da empresa.
O papel do líder é garantir que o time continue aprendendo, inovando e enxergando propósito no que faz. Porque onde existe propósito, não há espaço para acomodação.

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