Propósito vs Resultado: A guerra que está matando sua empresa

A questão entre investir em cultura e propósito ou focar exclusivamente em metas de resultado não é um dilema real — pois o verdadeiro diferencial está em unir propósito e resultado empresarial. Empresas que entendem essa interseção tendem a performar melhor, reter talentos e gerar valor sustentável.

O contexto de negócio

Estudos da McKinsey & Company revelam que empresas onde o propósito está ativado e alinhado com o trabalho dos colaboradores registram índices maiores de engajamento, retenção e impacto positivo nos clientes. McKinsey & Company+2McKinsey & Company
Por exemplo, a Unilever, em seu “Sustainable Living Plan”, integrou propósito, inovação e performance e relatou que suas marcas dirigidas por propósito cresceram mais rapidamente do que as demais.

Exemplos reais de alinhamento

  • No caso da Unilever, o propósito “making sustainable living commonplace” orientou desde produtos até modelos de negócio. Essa conexão entre propósito e resultado permitiu maior fidelização e crescimento.

  • A Compass Group Australia implementou seu propósito (“Serve a better future by enriching people, communities and our planet”) com engajamento de executivos e alinhamento estratégico, o que contribuiu para queda significativa da rotatividade e melhoria da performance. Manage HR Magazine

Por que o erro é caro

Quando o propósito vira apenas um slogan e o foco acaba sendo somente resultado, a falta de coerência gera desalinhamento cultural, perda de engajamento e risco de performance limitada. Por outro lado, ter propósito sem estrutura para entregar resultados pode resultar em frustrações e inviabilidade no mercado.

Como estruturar a interseção entre propósito e resultado empresarial

Para tornar isso factível, as empresas poderiam adotar os seguintes passos:

  1. Definir um propósito claro e mensurável
    O propósito deve refletir uma razão de ser além do lucro, porém vinculável a resultados tangíveis.

  2. Traduzir esse propósito em metas com indicadores
    Por exemplo: “impactar X clientes até dezembro” em vez de “ser referência em excelência”. Essa transição conecta o propósito ao resultado empresarial.

  3. Comunicar de forma contínua e consistente
    Toda reunião de resultado deve conectar números ao propósito, reforçando a lógica “o que fazemos” com “por que fazemos”.

  4. Alinhar cultura, contratação e remuneração ao propósito
    Contratar, reter ou desligar com base na compatibilidade com os valores e resultados desejados.

  5. Mensurar e ajustar
    Monitorar se o propósito está efetivamente impulsionando o resultado empresarial e, se necessário, ajustar metas, processos ou modelos.

Benefícios esperados

  • Maior engajamento e retenção de talento

  • Melhoria da reputação da marca

  • Clientes mais fiéis e defensores da empresa

  • Maior resiliência em períodos de crise

Conclusão

Alinhar propósito e resultado empresarial não é opcional, é estratégico. Empresas que vivem isso com coerência são mais propensas a crescer de forma sustentável, gerar valor e manter relevância.
Se sua empresa busca estruturar esse alinhamento para aumentar governança, performance e valor de mercado, o IGHER pode apoiar com metodologia adequada e foco pragmático.

Pronto para estruturar seu negócio do jeito certo?

O IGHER trabalha exatamente nessa intersecção: construir empresas que entregam resultado consistente com propósito claro e governança sólida.

Da governança ao M&A, ajudamos empresas médias a:
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Como uma Boa Governança Pode Ajudar no Processo de M&A?

Boa Governança

Diante de um cenário cada vez mais dinâmico, a busca por novas alternativas de
crescimento e expansão dos negócios tem direcionado empresários a considerarem
o processo de M&A (merger and acquisition), ou, na tradução, fusões e aquisições.
Segundo dados levantados pela KPMG, em 2023 foram realizadas no Brasil 1142
(mil cento e quarenta e duas) operações de fusão e aquisição.
Portanto, ao levar em consideração esse cenário que tem ficado cada vez mais
movimentado, fica evidente a importância da estratégia e da organização para tais
processos, e esses pontos só são alcançados com uma boa governança.

Mas, o que é governança?

A governança se refere às práticas estratégicas que direcionam o funcionamento da
empresa, como ela é administrada, os processos, o planejamento estratégico,
enfim, todos os pilares que tornam um negócio sustentável.
Desse modo, fica evidente a importância de ter uma governança corporativa
estruturada e sólida.
Quando incorporada em um processo de M&A, traz uma série de benefícios que
protegem os interesses de todas as partes, uma vez que, oferece uma base extensa
para estudo de mitigação de riscos, análise de cenários, e, assim, a possibilidade de
melhor tomada de decisões diante de qualquer cenário.

Benefícios da Governança nas fusões e aquisições

● Gestão de riscos

Ter em mãos todos os dados do negócio, questões financeiras, legais, cenário
interno e externo é fundamental para a gestão e mitigação de riscos em possíveis
intercorrências.

● Proteção dos acionistas

A governança visa a proteção de todas as partes envolvidas, trazendo segurança na
tomada de decisões, sejam elas de risco ou mais conservadoras, fortalece a
administração e abre mais espaço para novas injeções de investimento no negócio.

● Interesse de novos investidores

A solidez de uma governança traz credibilidade aos processos, e isso pode resultar
em interesse de novos investidores para as fusões e aquisições, e
consequentemente, beneficia a empresa com mais opções de negociação.

● Valorização do negócio

Como consequência da governança, é natural que a empresa seja vista com
práticas mais éticas e seguras. Ter o controle financeiro, dos processos, do que
acontece dentro do negócio, traz credibilidade, e, como consequência, valorização a
longo prazo do negócio.

Consequências da falta de governança no M&A

Todos os processos citados acima, se ausentam ou ficam “turvos” com a falta de
uma governança eficiente. Na fusão e aquisição é fundamental ter clareza de todos
os dados e da situação em que se encontra a empresa.
Na ausência desses pontos, o negócio se torna muito mais arriscado e transmite
insegurança para os acionistas, e possíveis compradores, levando até mesmo ao
fracasso da negociação.

Conclusão

Fica evidente o quão fundamental é uma boa gestão estratégica aplicada pela
governança.
Tal prática só traz benefícios e segurança para todas as partes envolvidas. As
decisões são tomadas com clareza, a gestão de riscos se torna mais eficiente, e,
claro, a credibilidade que a empresa passa a ter, consequentemente a torna mais
valorizada e atrativa.